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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Trinta-réis-grande






Fonte:https://www.wikiaves.com.br/


O trinta-réis-grande é um Charadriiforme da família Sternidae. Conhecido também como Alâ (nome indígena, Mato Grosso) e Gaivota.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) phaetusa = da mitologia grega, Phaetusa, irmã de Faetonte e uma das filhas de Phoebus e Climene; e do (latim) simplex = simples. ⇒ Phaetusa simples.

Características

Mede entre 38 e 42 centímetros de comprimento e pesa entre 208 e 247 gramas, (Gochfeld & Kirwan, 2015).
O adulto de (Phaetusa simplex) em plumagem nupcial apresenta a cabeça com uma coroa preta que se estende até o contorno dos olhos. Fora deste período, a coroa é marcada é branca e a testa é esbranquiçada. Os lores são sempre brancos. Os lados da cabeça são brancos acinzentados. O queixo e a garganta são brancos. O bico, longo e robusto, é amarelo. A plumagem da parte dorsal é cinza. As asas são tricolores, sendo as primárias de coloração preta, penas coberteiras são de duas cores: cinza e branco. A cauda é curta, reta e ligeiramente bifurcada. A parte ventral é branca. As pernas são amareladas.
Juvenis apresentam manchas pardacentas na cabeça e nas asas.
Não há distinção visível entre macho e fêmea.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL


Alimentação

Sobrevoam rios e lagos a procura de peixes, mergulham verticalmente no ar, em direção à água, parando logo na superfície e voando em seguida com o peixe no bico.

Reprodução

Reproduz-se em colônias, com freqüência em meio a outras espécies, pondo seus ovos na areia das praias do Amazonas e seus afluentes, o que ocorre no período das secas, quando as águas estão baixas.

Hábitos

No Brasil é comum nas praias do Rio Amazonas e de seus afluentes maiores. Largamente presente nos Lençóis Maranhenses. Normalmente vive solitário ou aos pares, porém pode se juntar em bandos para descansar ou pernoitar. Eventualmente é encontrado em grandes concentrações. É encontrado na costa fora do período reprodutivo. Costuma atacar, com vôos rasantes, aqueles que se aproximam de seus ninhos.


Distribuição Geográfica

Presente em praias de grandes rios e lagos, em estuários e na costa, desde o Caribe até a Colômbia, Equador, Bolívia e Argentina.

 

Arredio-do-gravatá




Fonte:https://www.wikiaves.com.br/


 O arredio-do-gravatá é uma ave passeriforme da família furnariidae. Também conhecido como barreiro-do-brejo e junqueiro-de-bico-reto.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) limnë = pântano; e ktizö, ktitës = habitante, para construir; e do (latim) rectus = reto; e rostrun = bico. ⇒ Ave com bico reto habitante do pântano.

Características

Mede entre 16 e 17 cm de comprimento e pesa entre 16 e 21 g. Apresenta a garganta, peito, ventre, e crisso pálidos, asas e cauda de cor castanha. A cabeça apresenta coroa cinza escuro, face cinza e sobrancelha branca. Seu bico reto, longo e pontiagudo é caraterístico desta espécie, única entre furnarideos.


Alimentação

Hábitos alimentares…

Reprodução

Constrói ninho ovalado, verticalmente disposto, com entrada lateral, usando folhas de caraguatá.

Hábitos

É uma ave palustre. Ocorre até 1100 m de altitude, nos pântanos e brejos. Está intimamente associada com o gravatá da família Apiaceae “Eryngium pandanifolium”, conhecida como caraguatá, que é abundante nos pântanos ao longo de seu habitat. Esta é uma espécie ecologicamente exigente e é provável que tenha uma pequena e fragmentada população que pode estar em declínio. Nos chamados campos de cima da serra (RS e SC) a silvicultura de Pinnus spp. esta tomando conta dos campos, e quando instalada adjacente a banhados, modifica completamente a estrutura da vegetação dos mesmos, havendo claramente uma substituição da vegetação original por plantas de ambientes mais secos, como “Vassouras” (Baccharis spp.) e gramíneas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Maguari




  



Fonte:www.wikiaves.com.br.

 

O maguari é uma ave ciconiiforme da família Ciconiidae.

É conhecida ainda pelos nomes de cauanã, cauauá, cauauã (Paraná), cegonha, jaburu-moleque, joão-grande, maguarim, mauari, tabujajá, tapucaiá, baguari e tabuiaiá (Pantanal e Mato Grosso).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) ciconia = cegonha; e do (tupi) maguari, baguari = bico forte, bico grande e resistente. ⇒ Cegonha com bico forte.

Características

Mede até 1,4m de altura com uma envergadura de mais de 2m. Pesando até 4,5Kg. Possui plumagem branca, rêmiges, coberteiras superiores e cauda negras, região perioftálmica e base do bico nuas e vermelhas.

Nas aves adultas da espécie sul-americana e da européia, há uma distribuição de cores idêntica. No entanto, o maguari é maior e seu bico é acinzentado, com ponta escura. Possui uma pele exposta avermelhada entre o bico e o olho amarelo. Quando sobrevoa muito alto uma área, pode ser confundido com o cabeça-seca. No entanto, o pescoço é coberto com penas brancas (ao contrário do pescoço nu dos cabeças-secas adultos); a cauda, negra, pequena e bifurcada, fica quase totalmente escondida em vôo pelas longas penas brancas do ventre (no cabeça-seca, a cauda e asas negras formam um conjunto único e notável). As pernas são mais longas do que no cabeça-seca, passando bem a cauda. Essas características são as mais visíveis com boa luz. O corpo do maguari é mais esguio e é maior do que o cabeça-seca. A ave juvenil fica com uma plumagem negra durante algum tempo, após a saída do ninho. Logo, é possível ver essa plumagem mesclada com o branco definitivo do corpo.

Alimentação

Captura essencialmente invertebrados aquáticos, crustáceos, anfíbios, cobras aquáticas e peixes.

Reprodução

Nidifica sobre plantas aquáticas, em ilhas flutuantes e na parte mais densa de grandes brejos. As colônias são de 5 a 20 ninhos, próximos entre si por algumas dezenas de metros. Põe 4 ovos, sendo raros os locais de reprodução conhecidos para essa espécie no Pantanal. Os adultos não emitem chamados. Realizam uma série de danças de acasalamento nas proximidades dos ninhos, onde macho e fêmea fazem batidas ritmadas de bico. É possível que o som produzido pelos bicos nesses encontros seja a razão do seu nome pantaneiro, tabuiaiá.

Hábitos

A maguari é uma das espécies de cegonha mais difíceis de serem avistadas em ambiente natural, pois enquanto outras cegonhas permanecem em brejos com pouca vegetação, este permanece em campos úmidos e campos alagados, em geral ambientes úmidos de vegetação densa.

Distribuição Geográfica

Encontrada em grande parte da América do Sul, sendo comum nos estados brasileiros do Rio Grande do Sul e restrita na Amazônia e no Nordeste do Brasil.



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Peixe-frito-pavonino

 




Fonte:https://www.wikiaves.com.br


Características

Mede entre 27 e 30,5 centímetros de comprimento e pesa entre 40,5 e 54 gramas (del Hoyo; et al., 2016).
Vocaliza durante o dia e até de noite, em sequências mais longas que as do saci, em quatro a cinco sílabas de “u i uu” ou “u-í u-ii”.

Alimentação

Usa a cauda e as asas para movimentar as folhas caídas no chão enquanto caminha ou fica parado, esticando o pescoço para capturar as presas em fuga, afugentadas pelo movimento que causou. Alimenta-se principalmente de pequenos insetos, larvas e minhocas.

Reprodução

Seus hábitos reprodutivos são parasitários. Parasita principalmente os ninhos fechados em forma de bolsa pendular de pequenos tiranídeos dos gêneros TodirostrumMyiornis e Hemitriccus e de pequenos thamnophilídeos que constroem ninhos abertos, como a choquinha-lisa.

Hábitos

Habita em orlas de matas primárias, matas secundárias e em bordas de matas secas. A espécie é intolerante a fragmentação florestal. Salienta-se que como a densidade dessa espécie é naturalmente baixa, num ambiente fragmentado isso pode aumentar ainda mais sua possibilidade de extinção local.

Distribuição Geográfica

Segundo Sick (Ornitologia Brasileira, 1997) a espécie ocorre na região setentrional da América do Sul, em sentido meridional até o Paraguai e Argentina. No Brasil é encontrado na Amazônia, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Não é incomum no Paraná (Scherer-Neto e Straube, 1995). A espécie foi registrada no Rio Grande do Sul pela primeira vez apenas na década passada (Albuquerque, 1996). Em SC ocorreu registro da especie em 2010. Verificando-se os registros da espécie na plataforma Wikiaves pode-se observar que ocorre nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia sendo praticamente ausente na Caatinga, no Pantanal e nos Pampas. Predomina no entanto no centro-sul do Brasil porém ausente até o momento no Rio de Janeiro e Espírito Santo, em Minas Gerais parece haver uma pequena população isolada na região de Ouro Preto.

domingo, 20 de setembro de 2020

Noivinha-branca








Fonte:https:www.wikiaves.com.br/wiki


Também conhecida como lavadeira, lavadeira-grande, lavandeira (Maranhão), noivinha (Pernambuco) e pombinha-das-almas. A noivinha-branca (Xolmis velatus) é uma espécie migratória, típica de áreas campestres, da família Tyrannidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: de Xolmis= vocábulo de origem incerta. Provavelmente se refere ao asteca “xomotl”, nome de ave registrado por Hernandez(1651), no México; do (latim) velatus = velado ou vendado. ⇒ Ave xolmis velada/vendada.

Características

Mede cerca de 20 centímetros. Cabeça esbranquiçada, uropígio e coberteiras superiores da cauda brancas, assim como a base da cauda. Pode ser confundida com duas outras espécies do gênero, a noivinha (Xolmis irupero), que possui o corpo quase inteiro branco, exceto pelas asas e cauda, e a primavera (Xolmis cinereus), que é mais cinzenta, tendo a noivinha-branca, portanto, uma coloração intermediária entre estas duas espécies.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de insetos capturados em voos curtos, retornando em seguida ao poleiro, mas também consome pequenos frutos. Encontrada apanhando insetos a partir de seu poleiro favorito, bem exposto. Às vezes é vista caçando usando voos a pouca altura, no mesmo lugar (peneirando).

Reprodução

Constrói ninhos abertos, em forma de cestinhos, tigela ou taça. Também pode fazer ninhos aproveitando o oco de troncos e árvores.

Hábitos

Típica de áreas campestres, passa a maior parte do tempo imóvel, pousada em árvores isoladas na paisagem, em postes de eletricidade ou mourões de cerca. Habita o campo, às vezes ao lado de primavera (Xolmis cinereus). É migratória.

Vive solitária ou aos casais, sendo pouco notada por seu canto, dificilmente emitido. De dia é silenciosa, surpreende de madrugada com seu canto intenso: um pio monótono, repetido a intervalos de 1 a 5 segundos; com pouca frequência faz ouvir esse assovio também de noite.

Distribuição Geográfica

Ocorre da foz do Amazonas ao Paraná e Mato Grosso, com registros esporádicos também em Santa Catarina. Embora a noivinha-branca seja considerada uma espécie migratória, é comum às espécies do gênero Xolmis realizar também deslocamentos irregulares, aparecendo em algumas localidades em alguns anos e desaparecendo depois.

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Coró-coró









 O coró-coró é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae, sendo a única espécie florestal desta família. Recebe os nomes populares de caraúna, curubá, curicaca-parda, tapicuru, íbis verde e coroca.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) mesëmbrinos = do sul, sulino; e ibis = a ave íbis; e de cayannensis = originário de Cayena, na Guiana Francesa. ⇒ Íbis do sul, de Cayena.

Características

Adulto mede entre 48 e 56 centímetros de comprimento (Blake 1977, Hilty 2003). Pesa entre 715 e 785 gramas.
Segundo Blake (1977), ambos os sexos são similares, não aparentando dimorfismo sexual.
O adulto apresenta face, dorso, uropígio e coberteiras das asas escuras, com reflexos na coloração verde bronzeada. As primárias, secundárias exteriores e retrizes também escuras, apresentam reflexos de coloração azul metálico. As penas estreitas presentes na pequena crista da nuca e nos lados do pescoço são verde-esmeralda brilhante. A garganta e a parte dianteira da cabeça são cinza fosco.
A íris é marrom pálido, a pele nua da região orbital e do queixo é cinza. O bico longo e curvado é esverdeado. Os tarsos são curtos, não ultrapassando o comprimento das retrizes quando a ave está em voo e sua coloração bem como a coloração dos pés é esverdeada.
O filhote apresenta coloração cinza escuro com um anel periocular branco, que permanece por algum tempo, mas desaparece com a idade (Hancock et al., 1992).

Alimentação

Alimenta-se de invertebrados como minhocas, insetos, crustáceos e moluscos e também de plantas aquáticas.

Reprodução

Nidifica na mata alta e alagada, construindo seu ninho em plataformas sobre os galhos. Os filhotes são parecidos com os pais, mas com menor intensidade de brilho nas penas.

Hábitos

O coró-coró é frequente nas matas úmidas e escuras, e, aliás, segundo Sick (1997), é o único membro florestal da família. Em Ubatuba-SP, é visto em florestas úmidas de restinga, com solo parcialmente alagado e densa vegetação adventícia. Foi observado que nidifica em grandes árvores como o guanandi. (Observações pessoais de Henry Miller Alexandre)

Antes mesmo de raiar o sol ele deixa o pouso dentro da mata e sai a gritar, tanto em voo como no solo. Ave muito arisca, ao notar alguém nas proximidades alça voo seguido de gritos roucos e agudos (K'ró-k'ró-k'ró-K'ró-k'ró-k'ró-), semelhante ao timbre de um peru. Segundo o Wikipedia, é conhecido como “o mais barulhento dos íbis”. Vocaliza um som baixo, rouco, curto e ascendente, semelhante a um ronco ( K'rrróóó - k'rrróóó ), usado como territorial ou quando se comunicam com outros indivíduos próximos. Também vocaliza muito durante as primeiras horas do dia, com gritos trêmulos e roncos altos que podem ser ouvidos a vários metros de distância. Nesta vocalização (quando pousado) balança a cabeça e o pescoço rapidamente, inclinando o bico para cima, parecendo fazer uma encenação de display. Vive também em áreas urbanas arborizadas. Seu voo é semelhante ao das demais espécies da família, batendo levemente as asas para frente, com as pernas penduradas e o pescoço esticado.

Distribuição Geográfica

Habitando desde a região do Panamá até a do Paraguai e Argentina e em quase todo o Brasil.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Tapicuru






 
Fonte:https://www.wikiaves.com.br/


O tapicuru é uma ave Pelecaniforme da família Threskiornithidae.
Também conhecido por tapicuru-de-cara-pelada, maçarico-de-cara-pelada, maçarico-preto, maçarico-do-banhado (sul), chapéu-velho e frango-d'água.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) phimosus, phimus, phimos = focinho; e do (latim) infuscata, infuscatus, infuscus = escuro, enegrecido. ⇒ Ave escura com focinho ou ave negra com focinho.

Características

Mede entre 46 e 54 centímetros de comprimento e pesa entre 493 e 600 gramas.
Possui um longo e característico bico, o qual varia de um amarelo alaranjado até o amarelo vivo, cores que contrastam com o corpo negro. A cara é também amarelada.

Alimentação

Alimenta-se de crustáceos, moluscos, caranguejos e inclusive matéria vegetal (sementes e folhas). Procura alimento na água rasa usando o bico para isso, caminhando lentamente. Às vezes deixa um quarto dele submerso, assim como faz o guará (Eudocimus ruber).

Reprodução

Costuma se isolar em casais ao procriar. Nidifica em juncais. Os ovos são azulados e a incubação varia de 23 a 24 dias.

Hábitos

Vive em brejos, margens de rios, banhados e campos recentemente arados. Dorme em áreas abertas ou pousado no solo. Já no Pantanal, se reúne em bandos enormes, voando alto para o local de repouso. De manhã o bando já está espalhado, atrás de comida.

Distribuição Geográfica

Ocorre no Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela.