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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Chimango












Fonte:http://www.wikiaves.com.br

O chimango é uma ave falconiforme da família Falconidae. Também conhecido como caracará, caracaraí, chima-chima, chimango-carrapateiro, chimango-do-campo e gavião-chimango.

  Características

Tem 38 centímetros, é totalmente pardo com a cabeça e partes inferiores providas de desenho claro. As penas superiores da cauda e algumas áreas das asas são brancas. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos, pesando cerca de 300 gramas. O peso dos machos é ligeiramente abaixo: 290 gramas. Seu tamanho varia de 37 a 43 cm. Machos adultos possuem tarsos amarelos, enquanto fêmeas e jovens tarsos azulados. Têm coloração ocrácea e creme, uma mancha clara em cada asa, e lado ventral bruno-amarelado com estrias longitudinais escuras. Diferencia-se dos seus “parentes”, o carrapateiro (Milvago chimachima), pois suas penas são marrons com as franjas mais claras. A parte inferior das asas são de tonalidade castanha, com manchas escuras. Manifestações sonoras: assobio prolongado, típico, freqüentemente seguido por chamados roucos: “iii-a”, “iii-a-tchá tchá tchá”, “chiä-kiä, kiä, kiä”.

  Alimentação

É capaz de adaptar-se à alimentação variada: come parasitas do gado, carniça, ovos de tartaruga, tira ninhegos e chega a atacar aves adultas. É uma ave rapinante que preferencialmente se alimenta de carniça, embora possa atacar animais que perceba feridos ou doentes, incluindo ovelhas e até mesmo cavalos. Oportunista, pode usar a força do grupo para atacar qualquer presa

  Reprodução

Não constrói ninhos, ocupa os já feitos por outras aves. Realiza postura de um a cinco ovos,com um período de incubação de cerca de 26 a 27 dias. A nidificação pode ser separadamente ou em colônias. A postura ocorre a partir de setembro, sendo o mês de outubro o de maior produção. Constroem seus ninhos sobre a vegetação, e a preferência pela espécie ou localização não parecem ter importância. Cada postura consiste em dois ou três ovos. A incubação dura de 26 a 32 dias. Depois de cinco semanas os pintinhos deixam o ninho. O casal compartilha das responsabilidades nos cuidados do ninho: construção, defesa, choco e alimentação dos filhotes.

  Hábitos

Vive em regiões campestres, campos de cultura, beira do mar e praias, enfim em qualquer lugar aberto. É gregário, ou seja, vive em bandos. Beneficia-se pela expansão de áreas agropecuárias. É encontrado em todo tipo de terreno onde a vegetação não seja muito alta, das regiões costeiras às planícies dos Pampas. São também encontrados em bosques desprovidos da vegetação secundária. Habitam desde o nível do mar até uma altitude de 1500 metros.

  Distribuição Geográfica

Ocorre da Terra do Fogo, ao Paraguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Também registrado na Bolívia, Goiás e Rio de Janeiro. Em particular em porções litorâneas, tornando-se gradativamente menos frequente no perímetro sul-norte e nos planaltos do interior de Santa Catarina. No Paraná a ocorrência do chimango foi verificada no Parque Estadual Na Ilha do Mel, no Parque Nacional de Superagui e no Parque Nacional do Iguaçu. Desconhecem-se outras áreas protegidas onde ocorra, da mesma forma como inexistem subsíduos para inferências sobre potencial presença em outras unidades de conservação.

Coruja-orelhuda








Fonte:http://www.wikiaves.com.br

A coruja-orelhuda é um Strigiforme da família Strigidae. Conhecida também como coruja-gato (Pernambuco), coruja-listrada e mocho-orelhudo. França: Hibou Strié Alemanha: Schreieule Espanha: Búho Gritón Primeira descrição: Bubo clamator - Vieillot - 1807 - Localidade: Cayene

  Características

Coruja de tamanho médio, medindo de 30 a 38 cm. O macho pesa de 335 a 385 gramas e a fêmea de 400 a 556 gramas. A asa mede de 228 a 294 mm e a cauda de 127 a 165 mm. Apresenta “orelhas” proeminentes e disco facial claro. Olhos marrons escuros. Tarsos e garras emplumados.

  Alimentação

 Alimenta-se de ratos, inclusive dos maiores, e morcegos, anfíbios, répteis e até pintinhos de galinha.

  Reprodução

Período reprodutivo, de Agosto a Setembro (hemisfério Sul). Faz ninho no chão e em ocos de árvore. Põe de 2-4 ovos (normalmente 3), que são chocados por 33 dias. A fêmea praticamente não sai do ninho durante a incubação, sendo alimentada pelo macho. Filhotes são capazes de voar entre o 37º e o 46º dia de vida. Aos 130-140 dias de vida os jovens são expulsos do território pelos pais. Frequentemente apenas um filhote é criado.

  Hábitos

É localmente comum em áreas abertas, campos com árvores e arbustos, cerrados, caatingas e até cidades, como o Rio de Janeiro. Noturna. Se torna ativa após crepúsculo, as vezes ao entardecer.

  Distribuição Geográfica

Encontrada em todo o território brasileiro. Encontrada também da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Beija-flor-n.i




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Gavião-de-cauda-curta










Fonte:http://www.wikiaves.com.br

O gavião-de-cauda-curta é um accipitriforme da família Accipitridae. Os nomes populares da espécie em português, inglês e espanhol traduzem literalmente o significado do nome científico. A denominação brachyurus significa cauda curta; “brachy” (latim) é curto, achatado, enquanto que “uros” é cauda. Entretanto, esta espécie não tem a cauda significativamente menor em relação ao corpo, comparada com outras de seu gênero, e esta característica pouco ajuda na sua identificação em campo.

  Características

Mede cerca de 35 a 45 centímetros de comprimento, sendo as fêmeas maiores que os machos. O morfo claro tem as partes superiores e lados da cabeça pretos no adulto e pardos no imaturo, partes inferiores branco-puras; na plumagem de imaturos morfo claro, as partes inferiores são bem amareladas. O morfo escuro tem plumagem escura, quase negra, com as secundárias mais escuras do que as primárias. Devido a essa característica, tem silhueta muito semelhante à do urubu-de-cabeca-preta (Coragyps atratus) em voo. Na subespécie fuliginosus, imaturos morfo escuro apresentam considerável variação na plumagem, que tanto pode ser sarapintada de branco, quanto completamente escura como nos adultos. Não é possível afirmar se o mesmo acontece com a subespécie sulamericana; um estudo em andamento em São Paulo (Monsalvo, dados não-publicados) monitorou um imaturo de coloração escura uniforme – tipo considerado raro na América do Norte O padrão e quantidade de barras na cauda também é variável nas aves da Flórida - EUA, especialmente em imaturos, e existem evidências que o mesmo possa ocorrer no Brasil. Além disso, os imaturos podem apresentar a cauda um pouco mais longa que a dos adultos.

  Alimentação

 Embora estudos mais antigos mencionem uma dieta variada de reptéis, invertebrados, anfíbios e roedores, dados obtidos posteriormente confirmaram que a espécie é um predador especializado em aves, mostrando adaptações tanto morfológicas quanto comportamentais para sua captura. Normalmente capturam pequenas aves dando voos rasantes na copa das árvores. Em florestas tropicais, entretanto, podem ter uma dieta um pouco mais diversificada, devido à maior disponibilidade de presas. Reprodução Há exibições aéreas do macho, acompanhadas de vocalizações. Nidificam no topo de árvores de 12 a 30 metros de altura. Os ovos são geralmente manchados, de cor muito variável. O período de incubação é de 32 a 39 dias. Embora haja freqüentemente dois ovos, muitas vezes desenvolve-se apenas um filhote. Ainda não se sabe precisamente quanto tempo os filhotes permanecem no ninho, mas o período gira em torno de 5 semanas. Em São Paulo-SP vêm sendo acompanhados se reproduzindo em um parque urbano desde 2008 (Monsalvo, 2010). Esse fato, até então inédito, denota uma grande capacidade de adaptação dessa espécie à atividade humana. A partir da segunda semana de voo, o filhote recebia a presa em pleno ar. O pai (único responsável pela alimentação da família) parava no ar, vocalizando e mantendo a posição apenas com sutis movimentos das asas e cauda, com a presa nas garras. Quando o filhote se aproximava voando por baixo, o pai soltava a presa e o filhote a agarrava durante a queda. O filhote foi alimentado pelo menos até os 3 meses de idade, e só abandonou a área do ninho com 4 meses (Monsalvo, 2010). Aparentemente os filhotes ainda permanecem no território dos pais pelo menos até os 6 meses de idade, tornando-se adultos apenas com 2 ou 3 anos.

  Hábitos

Habita campos com árvores, áreas florestadas permeadas de vegetação aberta e áreas urbanas. Normalmente é encontrado sozinho, ocasionalmente aos pares. Tende a passar despercebido devido ao fato de passar a maior parte do dia planando a grande altitude. Diversos estudos tem demonstrado que esta espécie parece ser mais comum do que se supunha. Há ainda indícios que suas populações estejam aumentando devido à sua adaptabilidade a alterações antrópicas. Em muitas regiões onde foram melhor estudados - na Argentina, nos EUA e no Brasil - o morfo escuro mostrou ser a forma mais comum. Paralelamente, observações de Meyer (2004) e Monsalvo (2010) sugerem que esta forma seria geneticamente dominante ao morfo claro. Essa possível predominância do morfo escuro poderia ser outra causa desta espécie passar despercebida, já que esses indivíduos facilmente são confundidos com um urubu-de-cabeca-preta (Coragyps atratus), com o qual costumam compartilhar as térmicas.

  Distribuição Geográfica

 Desde o sul dos Estados Unidos (Flórida) e México até a Argentina e Paraguai, e em todo o Brasil.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Grimpeiro







 


Fonte:http://www.wikiaves.com.br

Também conhecido como rabo-de-espinho-da-araucária, o grimpeiro, Leptasthenura setaria é uma espécie totalmente associada ao pinheiro-do-paraná Araucaria angustifolia. É considerado quase ameaçado de extinção pela IUCN, devido à drástica redução da Floresta Ombrófila Mista (IUCN 2006). É a ave símbolo de Curitiba. Pode ser confundido com o grimpeirinho (Leptasthenura striolata).

  Características

Mede 17 cm de comprimento.

  Alimentação

Alimenta-se de pequenos artrópodes, como insetos e suas larvas e pequenas aranhas encontrados nas folhas e galhos do pinheiro-do-paraná.

Reprodução

Constrói o seu ninho com ramos secos do pinheiro-do-paraná, chamados popularmente de grimpas. Beneficia-se das folhas pontiagudas do pinheiro como proteção contra predadores.

  Hábitos

Vive na copa do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), onde vive todas as fases de sua vida, eventualmente utiliza outras árvores no deslocamento de um pinheiro para o outro. Habita desde florestas de araucária até áreas onde essas árvores aparecem isoladas, como jardins e quintais.

  Distribuição Geográfica

Ocorre desde a região serrana do Estado do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul e em Misiones - Argentina.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Martim-pescador-grande





fonte:http://www.wikiaves.com.br

Ave da família Alcedinidae sendo no Brasil a maior espécie. Também chamado de ariramba-grande (PA), matraca (RS), caracaxá.

  Apresenta 3 subespécies

Megaceryle torquata torquata Megaceryle torquata stictipennis Megaceryle torquata stellata

  Características

Mede 42 centímetros pesando 305 a 341 gramas. Maior espécie da família no Brasil. Bico grande (8 centímetros), às vezes com matizes encarnadas; partes superiores azuladas; garganta e pescoço brancos; macho com peito e abdome ferrugíneos e a fêmea com peito azulado e uma estreita faixa branca logo abaixo e abdome ferrugíneo. Macho imaturo semelhante à fêmea.

  Alimentação

Alimenta-se preferentemente de peixes que são visualizados de um poleiro alto, em geral, próximo às coleções de águas limpas. Ao localizar a presa, mergulha sobre ela e, após a captura, retorna ao poleiro; com o peixe entre as maxilas provoca-lhe a morte, batendo-o contra uma superfície dura. Na ausência de um poleiro de observação junto à água, podem pairar no ar “peneirando” como fazem, por exemplo, alguns gaviões. Em períodos chuvosos, as águas tornam-se turvas, dificultando a visualização dos peixes e, conseqüentemente, prejudicando as pescarias, o que o leva a incluir insetos na dieta. Alimenta-se também de pequenos répteis, batráquios e caranguejos.

  Reprodução

 Nidifica em barrancos ou rochas. Vivem aos casais na época da reprodução. O casal se reveza na execução de longas galerias tortuosas, de um a dois metros de comprimento onde são postos de dois a seis ovos, arredondados e de um branco puro, diretamente no substrato. O casal reveza-se a cada vinte e quatro horas na incubação. Em média os ovos eclodem em 22 dias. Os filhotes nascem nus e cegos e abandonam o ninho em 35 dias.

  Hábitos

 Encontrado próximo a rios, córregos, lagunas, lagoas, açudes, manguezais e orla marítima. É mais comum em áreas abertas e em rios caudalosos e grandes lagoas. Porém não se adapta a lagos represados de hidroelétricas do sul e sudeste, normalmente desprovidos de barrancos onde nidifica ou talvez pela turgidez das águas represadas e pela ausência de poleiros nas margens desmatadas. Pousa sobre troncos secos e pedras à beira d'água, em árvores altas, em fios e moirões. Vive a maior parte do tempo solitário. Passa de ilha em ilha, aparece em pequenas poças que descubra durante seus longos vôos; chega a sobrevoar serras e cidades, executando migrações locais na Amazônia. Voz: Penetrante “kwát” que trai a espécie de longe; ao voar repete este grito a intervalos regulares; “tchat-jat-jat” ( daí o nome “matraca” ); “égä…”

  Distribuição Geográfica

Ocorre do México à Terra do Fogo, toda América do Sul. Status de conservação: LC ( IUCN ).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cuiú-cuiú












Fonte:http://www.wikiaves.com.br


O Cuiú-cuiú é uma ave da ordem Psittaciformes da família Psittacidae.

  Características

Emite um som barulhento e semelhante ao da Maitaca-verde. Há dimorfismo sexual. Ambos sexos apresentam plumagem verde uniforme, mas somente os machos tem a testa, o loro e a corôa vermelha. A fêmea apresenta a fronte com faixa levemente azulada. Ambos possuem a borda superior das asas, em azul escuro.

  Alimentação

Alimenta-se de grande variedade de frutas silvestres, como a candeia, um dos alimentos prediletos desta espécie, Outros alimentos apreciados são a goiaba e o caqui, como na foto abaixo.

  Reprodução

 Hábitos reprodutivos…

  Hábitos

São naturalmente pouco ariscos em relação à presença humana. Em cidades do sul do Vale do Ribeira/SP, não é incomum ver-se entre maio e agosto, bandos de até 50 indivíduos pousarem em fruteiras nos quintais de casas, dentro dessas cidades. Onde são por vêzes caçados facilmente, por meio de laços em varas longas de bambu ou de pesca. Aliás no sul de São Paulo e Litoral norte do Paraná, são ainda relativamente abundantes. Curiosamente nessa região, o cuiú-cuiú também recebe o nome de “periquito-grego”.

  Distribuição Geográfica