Registros de pássaros encontrados, nas proximidades do parque nacional das araucárias...
Photo of birds found nearby "PARNA - Parque Nacional das Araucárias" in Santa Catarina, a southern state of Brazil.
O biguá (Phalacrocorax brasilianus) é uma ave pelecaniforme da família Phalacrocoracidae. Ave aquática, mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d'água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d'água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre as penas e dificulta os mergulhos. Para secá-las é comum vê-los pousados com as asas abertas ao vento. Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d'água, em formação em “V”. Quando voam se assemelham a patos, sendo às vezes considerados como tais equivocadamente.
Também são conhecidas pelos nomes de biguá-una, imbiuá, mergulhão, miuá e pata-d'água. Por ser inteiramente negro, recebe o nome comum, também , de corvo-marinho.
Características
É uma ave de cor preta em plumagem adulta e marrom-escura em juvenil. Atinge até 75 cm de comprimento e peso em torno de 1,3kg; possui pescoço longo, cabeça pequena, bico cinzento longo e fino, sendo que a ponta da maxila termina em forma de gancho.
Alimentação
Alimenta-se de peixes e crustáceos. Para capturar sua presa, mergulha a partir da superfície da água e, submerso, persegue-a. Os pés e o bico possuem função primordial na perseguição e captura.
Um exímio mergulhador, não se contenta com os peixes da superfície. Mergulha mar abaixo e em meio a ziguezagues, viravoltas consegue abocanhar sua presa.
Reprodução
Nidifica sobre árvores em matas alagadas, às vezes entre colônias de garças. Ovos de coloração azul-claro. Incubação em torno de 24 dias.
Hábitos
Vive em lagos, grandes rios e estuários. Devido as fezes serem ácidas, podem danificar árvores, mas adubam a água, favorecendo a manutenção das populações de peixes, e assim atraindo outras aves para se alimentar.
Distribuição Geográfica
Sua distribuição geográfica extende-se do sudeste do Arizona (EUA) à Terra do Fogo, extremidade austral da América do Sul
O tecelão é uma ave passeriforme da família Icteridae.Também é conhecida simplesmente por soldado, ou ainda por melro, nhapim, pega e japim-soldado.
Características
Tem cerca de 20,5 centímetros. É delgado, de cauda longa, negra. Tem uropígio e coberteiras superiores médias das asas amarelas cor de enxofre. Seu bico é cinzento-azulado claro, a íris é branca ou pardo clara. Possui uma voz nasal: “quä-ä”. Canto melodioso, de grande beleza, timbre lembrando o Corrupião, p.ex. “dü, düliö-di di”, repetido sem pressa.
Alimentação
Sua alimentação é mista. Com seu bico pontiagudo, procura alimento em frutas, brotos, folhas enroladas, flores, favos, pau podre, e outro.
Reprodução
Constrói um ninho de bolsa, com crina vegetal preta. Tecido com a precisão de uma máquina, o ninho tem 58 centímetros de comprimento. Gera, em média, 2 ninhadas por estação, com 3 ovos cada uma.
Hábitos
Pode ser encontrado no interior da mata. Vive solitário, aos casais. Quando canta fica às vezes pendurado sob o galho, semelhante a certas espécies de Japu; quando canta sobre o galho faz reverências, por isso é chamado em algumas localidades de “melro monjolo”.
Distribuição Geográfica
O tecelão tem sua distribuição nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe
O anu-preto é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Conhecido também como anu-pequeno e anum (Pará) na região da amazonia central chamado de coró-coró.
Características
Corpo franzino, 36 centímetros, de 71 a 133 gramas de peso, preto uniforme, de bico alto, forte e curto. Cauda comprida e graduada. Espécie sem dimorfismo sexual.
Apesar de formar casais, vive sempre em bandos, ocupando territórios coletivos durante todo o ano. São aves extremamente sociáveis. Tem grande habilidade em pular e correr pela ramagem. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros.
Possui mais de uma dúzia de vozes diferentes. Tem dois pios de alarme: a um certo grito todos os componentes do bando se empoleiram em pontos bem visíveis, examinando a situação; outro grito, emitido quando um gavião se aproxima, faz desaparecer num instante no matagal todo o grupo. Eles se divertem cavaqueando baixinho, de modo bem variado, causando às vezes a impressão de estar tentando imitar a voz de outra ave.
ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL
Alimentação
São essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camudongos. Pescam na água rasa, periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes. Alimentam-se sobretudo de ortópteros (gafanhotos) que apanham acompanhando o gado. Quando não há gado no pasto executam, às vezes, caçadas coletivas no campo, o bando espalha-se no chão, em um semicírculo, ficando afastados uns dos outros por dois ou três metros. Permanecendo assim imóveis e atentos e quando aparece um inseto, a ave mais próxima salta e o apanha. De tempos em tempos o bando avança. Quando pousam sobre o dorso dos bois geralmente o fazem para ampliar seu campo visual. Às vezes apanha insetos em pleno vôo, capturando também pequenas cobras e rãs. Freqüentemente seguem tratores que aram os campos.
Reprodução
Os ovos das fêmeas do anu-preto perfazem 14% do peso de seu corpo. É de cor azul-esverdeada, coberto por uma crosta calcárea, raspada sucessivamente pelo processo de virar os ovos durante a incubação. O anu-preto costuma trazer comida quando visita a fêmea no ninho. O macho dança em torno da fêmea, no solo. As fêmeas, embora possuam ninhos individuais, se associam mais freqüentemente a um ou dois casais do seu bando para construir ninho coletivo, pôr ovos e criar a prole juntas, tendo a cooperação de machos e filhotes crescidos de posturas anteriores. Seus ninhos são grandes e profundos. Pode acontecer de um ninho ser ocupado por 6 ou 10 aves, e conter 10, 20 e até mais ovos. A postura de uma fêmea é calculada em 4 a 7 ovos. A incubação é curta, dura de 13 a 16 dias, são criados com sucesso meia dúzia de filhotes por vez. A boca aberta vermelha do filhote do anu-preto é marcada por três sinais amarelos. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais e cobras. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Seus filhotes ainda pequenos são facilmente espantados e fogem para todos os lados sobre os galhos em torno do ninho, mas costumam regressar ao mesmo quando o perigo passou.
Hábitos
Vive em paisagens abertas com moitas e capões entre pastos e jardins; ao longo das rodovias costuma ser quase a única que se vê, como habitante de lavouras abandonadas. Prefere lugares úmidos. Sendo um fraco voador, mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte leva-o para longe. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, muitas vezes a plumagem fica fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se antes correrem pelo capim melado. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugar-se. À noite para se esquentar juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em montões desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros, que formam a fila, para forçar a sua penetração entre os companheiros, arrumam as suas plumagens reciprocamente. Procuram moitas de taquara para pernoitar.
Curiosidade
Muitas crendices absurdas circulam entre algumas pessoas, um exemplo é: “dizem que à carne do anu-preto é atribuído o valor curativo em doenças venéreas”.
O anu-branco é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Também conhecido como rabo-de-palha, alma-de-gato, pelincho e piririgua.
Características
Corpo franzino, cauda comprida, graduada e com fita preta. Branco-amarelado, bico cor de laranja (cinzento no indivíduo imaturo ). Bico forte e curvo. Espécie sem dimorfismo sexual.
O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros. Quando empoleira arrebita a cauda e joga-a até às costas. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis. Mede cerca de 38 centímetros. Sua vocalização é alta e estridente: “iä, iä, iä” (chamada e grito durante o vôo); “i-i-i-i” (advertência); seqüência fortemente descendente e decrescendo de melodiosos “glüü” (canto); cacarejo baixo.
Alimentação
São essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas, camundongos e filhotes de outras aves. Cospem pelotas. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes.
Reprodução
Os seus ovos são relativamente muito grandes, tem de 17 a 25% o peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho, uma rede branca calcária em alto relevo se espalha sobre toda a superfície. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. A fêmea que construiu um ninho e ainda não começou a pôr os seus ovos, joga fora os ovos postos ali por outras fêmeas. Joga também os ovos, quando a fêmea poedeira encontra o ninho onde quer pôr ocupado por outra ave. Os adultos nem sempre zelam bem pelos ninhos com ovos, abandonando-os. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras, por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.
Hábitos
Até certo ponto são beneficiados pelo desaparecimento da mata alta, pois vivem em campos, lavouras e ambientes mais abertos. Migram para regiões onde eram desconhecidos e tornam-se as aves mais comuns ao longo das estradas. Devido ao seu voo lerdo e fraco, são frequentemente atropelados nas estradas e arrastados ao mar por fortes ventos. São atingidos pela ação funesta dos inseticidas, fato tanto mais lamentável por serem muito úteis à lavoura.
Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, o que torna suas penas pegajosas. Pela manhã e após as chuvas, pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em bandos desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros que formam a fila a fim de forçar a sua penetração entre os companheiros. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Esta espécie morre de frio no inverno. Arrumam as suas plumagens reciprocamente.
Animais carnívoros em geral são seus predadores naturais. Esta espécie é atacada por outras aves, por exemplo o suiriri, mas é reconhecida como possível inimiga da coruja, provavelmente a coruja-buraqueira. Algumas espécies da família Columbidae como as rolinhas se assustam com o aparecimento de anus-brancos. O anu-branco por sua vez enxota o gavião-carijó quando estes pousam nas imediações do seu ninho.
Distribuição Geográfica
Ocorre do sudeste do Amapá e do estuário amazônico à Bolívia, Argentina e Uruguai.
O urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma ave cathartiforme da família Cathartidae, pertencente ao grupo dos abutres do Novo Mundo. Conhecido também como urubu-comum, corvo, urubu-preto e apitã.
Características
Dentre os urubus, é o de menor envergadura. Apesar de seu tamanho, é o mais agressivo dos urubus menores, disputando avidamente uma carcaça com as outras espécies. Não possui o olfato apurado do gênero Cathartes, localizando a carniça pela visão direta ou observando os outros urubus pousando para comer. Costuma deslocar-se a grande altura, usando as correntes de ar quente para diminuir o custo energético do vôo. Sua visão é excepcional, tendo boa acuidade para objetos a grande distância. Para diferenciá-lo dos outros urubus, em vôo, destaca-se o formato mais curto e arredondado das asas, com a ponta mantida um pouco à frente da cabeça. Quase no final de cada asa, forma-se uma área mais clara, quase um círculo. Exceto por essa área mais clara, adultos e jovens são totalmente negros, inclusive a pele nua da cabeça e pescoço. Além do planeio passivo, batem ativamente as asas, produzindo um ruído forte e característico. Outro som único é produzido pelas asas, soando como se fosse um avião a jato. Deixam-se cair de grande altura, em vôo picado, para frear nas proximidades do solo ou da vegetação, abrindo as asas. O ar passando rapidamente pelas penas das asas produz o som.
O urubu-de-cabeça-preta, possui de comprimento 62 centímetros e de envergadura cerca de 143 centímetros com peso de 1,6 quilo.
Alimentação
Alimenta-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de tartarugas e de outras aves.
Reprodução
Faz ninho em ocos de árvores mortas, entre pedras e outros locais abrigados, geralmente com incidência de árvores. Põe 2 ovos branco-azulados manchados com muitos pontos marrons. Bate as asas pesadamente, plana bem. Sua área de ocorrência tem-se expandido com a colonização humana.
Hábitos
No ambiente natural, alimenta-se nas mesmas carniças das outras espécies. Nas proximidades das casas, busca restos de comida e partes de animais domésticos abatidos. Acostuma-se com a presença humana e, em alguns locais, circula até junto de galinhas e outras aves domésticas, quando sua forma peculiar de andar bamboleando chama a atenção, popularmente chamado de passo do urubu malandro. Quando estão andando próximos a outros urubus, deixam a cauda ereta aparecendo entre as asas. Além de carniça, costuma comer pequenos vertebrados e ovos. Em dias muito quentes, pousam nas margens de rios e lagoas para beber água e resfriar as pernas. Entram na água rasa e molham as pernas completamente.
A formação de bandos mistos não é difícil de se observar na natureza, uma vez que dessa fusão os participantes é que são beneficiados de alguma forma. No caso dos urubus de cabeça preta e caracarás, os urubus permitem a interação na hora de dividir a carcaça, pois como não tem uma vocalização desenvolvida como os caracarás, acabam se beneficiando destes para se resguardarem no caso de perigo, pois os caracarás sim possuem esse sistema de auto defesa em grupo (gritos de alerta). O Allopreening ocorre então como uma forma de melhorar o convívio e mesmo aproximar as duas espécies pois durante a necrofagia da carcaça, é possível que ocorra algum enfrentamento entre as espécies.
Distribuição Geográfica
É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Encontrado também desde a região central dos Estados Unidos à praticamente toda a América do Sul onde haja cidades, fazendas e áreas abertas.
O sanhaçu-de-fogo é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Também conhecido como canário-do-mato, queima-campo, mãe-do-sol, canário-baeta, canárinho-são-joão (MG).
Seu nome significa “vermelho fogo e amarelo dourado”. Piranga em Tupi é vermelho, Pyros em grego é fogo e, flavos (latim ou grego) é amarelo dourado
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Características
Mede cerca de 17,5 centímetros e pesa cerca de 38 gramas (macho). De acentuado diformismo sexual, o macho é facilmente identificado pelo colorido vivo quase que totalmente carmim, cambiando para pardacento nas partes superiores. A fêmea é de lado inferior amarelo vivo. O macho imaturo é de plumagem mista verde e laranja, permanecendo assim por um ano.
Forte “tchip”, “tcháp”, “tcherit” (chamada); estrofe melodiosa embora pouco variada, p. ex., “djib-djülo-djülo-djib” (canto).
Alimentação
Alimenta-se de insetos, frutas, folhas, botões e também néctar.
Reprodução
Reproduz o ano todo em certos locais e consta que, às vezes, usam ninhos da rolinha-roxa (Columbina talpacoti) como base para o seu ninho. A fêmea põe 2 a 5 ovos, verde-azulados com pintas esparsas pretas ou avermelhadas, que incuba sozinha por 12 a 16 dias. As fêmeas criam, às vezes filhotes de outra espécie como chopim (Molothrus bonariensis).
Hábitos
Pousa abertamente no topo de árvores altas (em contraste com Ramphocelus), desloca-se em vôo impetuoso na altura das copas. Vive em mata rala e decídua, cerrado e capões de eucalipto.
Distribuição Geográfica
Expande sua distribuição na faixa litorânea do Brasil beneficiada pela devastação das matas. Ocorre do sudeste dos EUA e México à América do Sul setentrional e daí até a Bolívia, Argentina, Uruguai, exceto na Amazônia florestal.
O sabiá-do-barranco é o sabiá mais comum do interior do Brasil, especialmente em regiões de cerrado. Também chamado de sabiá-barranqueira, capoeirão, sabiá-de-cabeça-cinza, sabiá-fogueteiro, sabiá-pardo ou ainda sabiá-branco. É uma ave passeriforme da família Turdidae, um pouco menor do que o sabiá-da-mata e o sabiá-laranjeira. Pode ser confundido com o sabiá-poca. Espécie semi-florestal. Vive à beira de matas, parques, matas de galeria, coqueirais e cafezais.
Características
O adulto apresenta o alto da cabeça arredondado, acinzentada nos lados e olivácea na parte alta, sem a mácula negra à frente dos olhos. Bico cinza escuro uniforme. O tom acinzentado domina as costas, tornando-se amarronzado nas asas. Peito acinzentado, com a garganta branca e listras cinza escuro bem definidas. Quando voa, às vezes mostra a área alaranjada da parte interna das asas. A parte inferior da cauda é clara.
O juvenil com o dorso pintalgado de bolas amarronzadas, sem a garganta branca bem delimitada. Pontos marrons no peito e barriga. Mede cerca de 22 a 23 centímetros. Não apresenta dimorfismo sexual, sendo sua diferenciação feita apenas pelo canto, que é característica dos machos.
Alimentação
Alimenta-se, basicamente de minhocas e artrópodes. Assim como outros sabiás revira as folhas caídas em busca de pequenos invertebrados e também se alimenta de pequenos frutos. Aprecia os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Costuma frequentar comedouros com frutas. gosta de frutas tropicais como banana e outras.
Reprodução
Atinge a maturidade sexual aos 12 meses.
Residente, inicia sua reprodução em agosto e estende-a até dezembro. Como outros sabiás, constrói um ninho apoiado em galhos ou forquilhas, às vezes em alpendres e varadas de casas, usando uma mistura de barro, raízes e folhas na parte externa. Forma uma pequena torre e na parte superior fica a tigela funda de material vegetal mais macio. A fêmea choca de 2 a 4 ovos durante 12 a 13 dias, com os filhotes saindo do ninho em 17 dias.
A fêmea retira ou engole os sacos fecais dos filhotes nidícolas [T. Sigrist - Avifauna Brasileira, pg 253].
O ninho é uma tigela funda, feita com raízes entrelaçadas e com barro entre elas; na orla e no interior não é empregado o barro. Nele são postos 3 ovos, verde-azulados com salpicos pardos, que medem 28 por 20 milímetros e são incubados durante cerca de 12 dias. Costuma ter de 4 a 4 ninhadas por temporada.
Hábitos
Comum em todas as matas ciliares, matas de galeria, matas secas, cambarazais e cerradões. Utiliza os capões de cerrado e cruza áreas abertas em vôos diretos a meia altura. Acostuma-se com ambientes criados pela ação humana, como jardins, pomares e áreas urbanas bem arborizadas. Canta somente na primavera, época em que acasala. Sua voz é múltipla, com um canto contínuo, maravilhoso, menos forte do que o de sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), composto de motivos relativamente simples, uma a duas vezes repetidos. Durante o resto do ano só emite vocalizações de alerta, especialmente ao entardecer quando disputam os melhores poleiros para passar a noite.