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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tovaca-de-rabo-vermelho









Fonte http://www.wikiaves.com.br/



A tovaca-de-rabo-vermelho é um ave passeriforme da família Formicariidae. Também conhecida como tovacuçu e capoeira-cachorro.

  Nome Científico

 Seu nome científico significa: do (grego) khamazë = sobre o solo; e do (latin) rufus = vermelho, castanho, avermelhado, marrom; e de cauda = cauda. ⇒ (Ave) do solo com cauda avermelhada ou (ave) com rabo vermelho que vive sobre o solo.

  Características

Mede 19 cm de comprimento. Apresenta as partes superiores da plumagem mais ruiva que a de seus congêneres.

  Alimentação

Alimenta-se de pequenos invertebrados como aranhas e insetos terrícolas, os quais encontra no folhiço da floresta.

  Reprodução

A primeira descrição do ninho da espécie foi feita por Zyskowski (2015). Este foi encontrado em uma cavidade natural de árvore com entrada vertical-elíptica, estando a 5 m de altura do solo. O interior era revestido com folhas de bambus (Chusquea sp.), folhas de árvores, fungos rizomórficos, gramíneas e um pedaço de celofane. Foram encontrados dois ninhegos com plumagem desenvolvida sendo alimentados pelos pais.

  Hábitos

E típica ambientes montanos, frequentemente substituindo seus congêneres entre 1000 e 2200m de altitude. Embora, pode ocorrer também em altitudes menores. A espécie passa a maior parte do tempo caminhando no solo - com leves movimentos na cauda - e pode empoleirar-se a baixa altura, onde entoa seu canto de sequência mais curta (Willis, 1992).

  Distribuição Geográfica

Endêmica da Mata Atlântica, ocorre na província de Misiones na Argentina (Navas & Bo, 1995) e no Brasil, de forma disjunta desde o nordeste do Rio de Janeiro até o nordeste de São Paulo e, do sul de São Paulo até o norte do Rio Grande do Sul (Sick, 1997).

domingo, 3 de julho de 2016

Cisqueiro












Fonte:http://www.wikiaves.com.br


O cisqueiro é uma ave passeriforme da família Furnariidae.

Nome Científico

 Seu nome científico significa: do (grego) klibanos = forno; e ornis = pássaro ou ave; e do (grego) dendrokolaptës = pica-pau; e de -oidës = semelhante. ⇒ Pássaro forno semelhante a um pica-pau.

  Características

Residente meridional pouco conhecido, de bico e pés fortes, cauda longa e rígida, garganta branca ornamentada lateralmente de penas com o ápice negro, longa e larga faixa esbranquiçada pós-ocular, vértice avermelhado. Asa: 8,8 centímetros; Cauda: 9,2 centímetros. Tem 20 centímetros de comprimento.

  Alimentação

 Como o próprio nome sugere, cisca pelo chão da mata à procura de alimentos, geralmente próximo à cursos d'água. Reprodução Os hábitos reprodutivos ainda não foram cientificamente descritos, mas supõe-se que a espécie construa ninhos em barrancos em meio a mata. Hábitos Ocorre em vários ambientes florestais acima de 800 m de altitude. Alguns autores consideram que aglomerados de bambu e matas ao longo de cursos d'água são o ambiente ideal, mas isto ainda não foi estudado mais detalhadamente e pode ser só coincidência (Birdlife International 2015). Embora seja considerada quase ameaçada, no nordeste da Argentina foi encontrada com frequência em ambientes degradados, principalmente em florestas com araucária em regeneração (Bodrati & Cockle 2006). Também, estes mesmos autores notaram que em florestas com araucária conservadas, a espécie foi raramente encontrada e sempre próxima a aglomerados de bambu (Merostachys claussenii, Poaceae).

  Distribuição Geográfica 

Restrita ao sudeste da América do Sul, é endêmica da porção meridional da Mata Atlântica. Sua distribuição abrange o nordeste da Argentina, sudeste do Paraguai e sul e sudeste do Brasil, neste último desde o extremo sul de São Paulo até o noroeste do Rio Grande do Sul (Birdlife International 2015). Não realiza movimentos migratórios.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Caminheiro-grande




  






Fonte: http://www.wikiaves.com.br/


O caminheiro-grande é uma ave passeriforme da família Motacillidae

  Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) anthus = pequeno pássaro que habitava pastagens mencionado por Plínio, provavelmente (Motoacilla flava); e de nattereri = homenagem ao zoólogo austríaco e coletor de espécimes radicado no Brasil, Dr Johann Natterer-(1787–1843). ⇒ Pequeno pássaro das pastagens de Natterer.

  Características

Plumagem dorsal fortemente estriada de preto e amarelo e o ventre esbranquiçado. Destacam-se o bico, o tarso e os dedos bastante longos, além da unha hálux (dedo I), que chega a atingir 15 cm de comprimento (Sick, Ornitologia Brasileira, 1997) Como as demais espécies do gênero, emite cantos complexos enquanto realiza vôos altos, subindo quase verticalmente a cerca de 25m de altura do chão, e deixando-se cair rapidamente, emitindo uma série de notas nasais. Alimentação É basicamente insetívoro.

  Reprodução

 Hábitos reprodutivos…

  Hábitos

 Vive em campos pedregosos (Sick 1997), campos secos e pastagens, tendo sido observada em pastagens próximas ao reservatório de Furnas (Alfenas) e em Monte Belo. Ocorre às vezes ao lado de outras espécies congêneres, como registrado em Poços de Caldas (Sick).

  Distribuição Geográfica

 Ocorre de Minas Gerais a São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Raro e com distribuição pontual, A. nattereri é uma espécie seminômade muito pouco conhecida. Trata-se de uma espécie de difícil identificação e observação, contando com pouquíssimos registros atuais.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Narceja










Fonte: http://www.wikiaves.com/


A narceja é uma ave charadriiforme da família Scolopacidae. Também é chamada pelos seguintes nomes populares: agachada, agachadeira, atim, batuíra, berrumeira, bico-de-ferro, bico-rasteiro, bicudo, corta-vento, maçarico-d'água, maçarico-d'água-doce, minjolinho, monjolinho, narceja-comum, narceja-miúda, narcejinha, rapaz, rapazinho e rasga-mortalha. Seu nome científico significa: do (latim) gallina = galinha; e -ago = semelhante; gallinago = semelhante a uma galinha, galinhola, narceja; e de paraguaiae = referente ou originário do Paraguai, na América do Sul. ⇒ Galinha do Paraguai ou galinhola do Paraguai.

  Características

O adulto mede entre 27-29 cm de comprimento e pesa 110 g. Tem pernas curtas e cinza-esverdeadas. Possui bico longo e reto, dorso escuro com faixas amareladas. Há uma listra escura através dos olhos, com listras claras acima e abaixo dele.

  Alimentação

Alimenta-se, principalmente, de insetos e minhocas, e também material vegetal.

  Reprodução

 O macho executa uma ”chilrear” durante o namoro, voando alto em círculos e em seguida, mergulha em águas rasas para produzir um som inconfundível. A chamada é como uma raspagem “tssk”. O ninho é uma depressão bem escondida no chão. Ambos os progenitores incubam os dois ovos amarelos por cerca de 19 dias para a eclosão, os filhotes deixam o ninho logo após o nascimento.

  Hábitos

Vive em ambientes úmidos e pantanosos.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Viuvinha








 



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A viuvinha (Colonia colonus) é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos. Graciosa, com silhueta única, destacada pelas longas penas da cauda. É também conhecida como maria-viuvinha, viúva, viuvinha-tesoura e freirinha-da-serra (Minas Gerais). Nome Científico Seu nome científico significa: de Colonia = nome específico para este “papa-moscas de cauda longa.” Vieillot, 1818; e do (latim) colonus = rústico, fazendeiro, colono. ⇒ Colonia rústica.

  Características

Mede de 23 a 28 cm. O contraste entre o negro do corpo e o branco do alto da cabeça é exclusivo desta espécie. Quando voa, é possível ver a grande área branca nas costas, antes da cauda. As duas penas centrais da cauda são muito longas (chegam a 10 centímetros nos machos) e destacam-se pelo comprimento e pelo alargamento nas pontas. As fêmeas possuem-nas menores, embora seja necessário observar o casal junto para ter certeza dos sexos.

  Alimentação

 Caça insetos em voo, a partir de poleiros favoritos, para os quais retorna após uma incursão ou ao longo dos dias.

  Reprodução

Os ninhos são feitos em ocos de pica-paus-anões abandonados. É interessante verificar como a cauda desaparece no interior do pequeno oco. Quando a ave sai, nenhum dano notável é observado na estrutura desse apêndice. Os filhotes deixam o ninho com a plumagem dos adultos, um pouco mais cinza na cabeça e dorso, mas as penas centrais estão do comprimento das demais.

  Hábitos

 Além de pousarem em pontos expostos para caçarem, chamam a atenção pelo piado assobiado, rápido. Uma ave responde a outra, depois de um intervalo. Muito ativas no começo da manhã e final do dia, desaparecem nas horas mais quentes, deslocando-se para poleiros na copa, escondidos pela folhagem. Territorial, vive solitária ou em casais, sempre na mata seca, mata ciliar ou cerradão. É comum em pequenas clareiras de regiões florestadas, bordas de florestas e capoeiras, geralmente no alto de árvores mortas.

  Distribuição Geográfica

Presente na região periférica da bacia Amazônica, até Rondônia, ilha de Marajó (Pará) e Maranhão, e no restante do Brasil até o Rio Grande do Sul. Encontrada também de Honduras ao Panamá e nos demais países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. É migratória.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Maria-preta-de-penacho









Fonte: http://www.wikiaves.com.br/


A maria-preta-de-penacho é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Também conhecida como maria-preta (Minas Gerais) e maria-preta-de-topete. Seu nome científico significa: do (grego) knips, knipos = inseto; e lego = pegar, escolher; do (grego) lophos = penacho; e otis = abetarda (referência as aves da Ordem dos Gruiformes, classificadas na família dos Otídeos. Este grupo é formado por 6 gêneros , com 25 espécies, que ocorrem na Europa, Ásia e África). ⇒ (Ave similar as abetardas que pega insetos e tem penacho). Vale lembrar que a referência a aves européias é comum, pois os ornitólogos que descreveram pela primeira vez estas espécies faziam associação e referiam-se as aves que conheciam no velho mundo.

Características

 O nome popular desta espécie ressalta o característico topete alto. Em voo, mostra uma ampla mancha branca nas asas abertas. Mede cerca de 21 centímetros.

  Alimentação

Alimenta-se de insetos que capturam no ar após um rápido voo executado a partir de alguns poleiros preferidos, aos quais retornam após a caçada.

  Reprodução

 O ninho, em forma de tigela ou taça, confeccionado com fibras vegetais é, em geral, colocado em barrancos ou pontes.

  Hábitos

 Habita campos de altitude e áreas abertas.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Gavião-do-banhado










Fonte: http://www.wikiaves.com.br/


O gavião-do-banhado é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Também conhecida como gavião-do-alagado, gavião-do-mangue e tartaranhão-do-brejo. Gavião em estado de extinção no sudeste do país pela perda de habitat. Nome Científico Seu nome científico significa: Circus buffoni ⇒ (Ave) Circus de Buffon. O termo Circus - do grego Kirkus - se refere a uma ave mitológica citada por diversos autores da antiguidade mas não há uma referência sobre a sua representabilidade. O termo buffoni é uma homenagem ao naturalista francês George-Louis Leclerc Comte de Buffon (1707–1788).

  Características

Mede de 46 a 60cm de comprimento. Inconfundível ave paludícola de asas e cauda extremamente compridas. Colorido muito variável exceto o padrão das asas e cauda; macho de partes superiores ardósias, fronte e sobrancelhas brancas, rêmiges, coberteiras e cauda cinza-claras barradas de negro, uropígio e barriga branca, sendo a última pontilhada de negro. Fêmea e imaturo marrom-escuros estriados nas partes inferiores, calções ferrugíneos. * Há uma mutação negra ou marrom-escura (polimorfismo; em ambos os sexos) sendo que o padrão das asas e caudas permanece inalterado.( Sick, Helmut, 1910-1991)

  Alimentação

 Caça anfíbios, mamíferos, pássaros chocando no ninho com seus ovos e filhotes e outros pequenos animais. Consta que consome ovos de outras aves voando sobre áreas úmidas paludosas como o gavião-cinza (Circus cinereus). Foi observado consumindo ovos da marreca-de-cabeça-preta (Heteronetta atricapilla). Até captura o quiriquiri (Falco sparverius) em áreas campestres, começando a devorá-lo pela cabeça. Notas de observação pessoal (Alexandre Faitarone – Castillos - Depto de Rocha - Uruguai - Ago.2010). “Caça em bandos esparsos (no caso 3) nos amplos banhados do Depto de Rocha. Planam a meia altura (de 1 a 5m), com movimentos de asa elegantes que serviam mais para corrigir o voo. Concentram-se na caçada. com os olhos fixos no solo, não se incomodando muito com nossa presença (minha e de Alejando Olmos ). Ao avistar a presa, com um movimento rápido de mergulho e quase vertical, atiram-se e capturam a presa com uma das patas, logo matando-a com o bico. Ao aproximarmos, permanecem em posição defensiva de proteção da caça (abaixados com as asas acobertando a presa). Ao chegarmos em um limite de aproximadamente 15 metros de distância, alçam voo com a presa nas garras, procurando manterem-se em distância segura.

  Reprodução

 Nidifica no solo, entre a vegetação de áreas alagadas. O ninho é construído com grama e com a própria vegetação da área. Postura de 3 a 5 ovos. As espécies do gênero costumam apresentar um comportamento poligâmico.

  Hábitos
Localmente migratório ocorre nos mesmos habitats que o gavião-cinza (Circus cinereus) no Sul, como banhados e arrozais, também ocorre ao longo da orla marítima e campos cerrados no interior do país. Não é associada a um bioma particular. Habita pântanos, marismas, juncais, culturas de arroz, pastos e até locais em início de urbanização.

  Distribuição Geográfica

Está presente em grande parte do Brasil com exceção dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. Também ocorre nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile.