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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Caburé















Fonte: http://www.wikiaves.com/


O caburé é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecido como caboré, caburé-do-sol, caburé-ferrugem, caburezinho e cauré. Seu nome significa: do (grego) glaukidion = diminutivo de glaux = pequena coruja, corujinha; e do (latim) brasilianum, brasilianus = referente ao país do Brasil, brasileiro. ⇒ Pequena coruja do Brasil.

  Características

Medindo cerca de 16,5 centímetros, a corujinha-caburé é tão pequena quanto um pardal e sem dúvidas uma das menores corujas do mundo. Possui duas colorações de plumagem, como em outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, onde a cauda é da mesma cor e quase não se distingue as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Pesa cerca de 63 gramas. Uma característica que diferencia o caburé (Glaucidium brasilianum) do caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum), é que o primeiro possui estrias na testa, enquanto o outro possui pintas.

  Alimentação

Alimenta-se de outras aves, como pardais, sanhaçus e, esporadicamente, de beija-flores, rãs, lagartixas e pequenas cobras. Bastante agressiva para seu porte chega a abater presas maiores do que seu próprio tamanho. Ao ser localizado pelas outras aves, é imediatamente cercado e “denunciado”, com pios e voos especiais.

  Reprodução

Faz ninho em buracos de árvores e cupinzeiros. Põe de 2 a 5 ovos brancos.

  Hábitos

 Comum em bordas de florestas de terra firme e de várzea, cerrados e campos com árvores. Ativo tanto durante o dia quanto à noite. Possui um desenho na parte de trás da cabeça em forma de uma face falsa, mais vistosa do que a verdadeira, e visível somente quando inclina a cabeça para baixo. Com isso, o caburé engana perfeitamente tanto as aves como homens. O macho é menor do que a fêmea. Canta frequentemente durante o dia.

  Distribuição Geográfica

Todo o Brasil e dos Estados Unidos e México à Argentina e norte do Chile.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Chupa-dente











Fonte: http://www.wikiaves.com/


O chupa-dente é uma ave passeriforme da família Conopophagidae. Conhecido também como chupa-dente-marrom e samoco. Seu nome significa: do (grego) könöps = mosquito; e -phagos, phagein = comer; e do (latim) lineata, linea = com linha, linha. ⇒ Comedor de mosquito marcado com linha.

  Características

Tamanho 14 centímetros. Sexos quase iguais, o macho de colorido semelhante ao da fêmea do cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melanops), não tendo contudo o desenho negro nas costas. Pardo, barriga brancacenta, maxila esbranquiçada, apresenta tufo pós-ocular branco vistoso, sombrancelha pode faltar, na fêmea tufo cinza ou ruivo.

  Alimentação

Solitário ou aos casais, forrageia próximo ao solo, frequentemente sobre poleiros verticais no interior ou nas bordas das matas.

  Reprodução

Nidifica próximo ao solo ou a poucas alturas. Durante a época de reprodução, quando também canta, o macho produz, no crepúsculo, um ruído forte, “brrro-brrro-brrro”, com as primárias apicalmente alargadas, o que é mais nítido na segunda e terceira primárias externas; pode até modular e prolongar este ruído de acordo com o trecho que transpõe voando, continua com este zunido quase que pela noite adentro. Fora do acasalamento voa silenciosamente.

  Hábitos

 Ocorre em matas secas, matas de galeria, matas mesófilas, e certas matas umidas entre 300 e 2400 metros. Atende rapidamente ao “playback” de seu chamado e entoa seu canto em horários de crepúsculo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Corujinha-do-sul






     












Fonte: http://www.wikiaves.com/


A Corujinha-do-sul é uma ave strigiforme da família strigidae. Nome científico: Megascops sanctaecatarinae⇒ Grande coruja Scops de Santa Catarina.

  Características

Mede 28 cm de comprimento. Espécie meridional de grande porte, simpátrica com a corujinha-do-mato e com a corujinha-sapo, apresentando como estas; três fases distintas de coloração de plumagem (marrom, cinza e ruiva).

  Alimentação

Captura insetos, aranhas e pequenos vertebrados.

  Reprodução

Os machos começam a vocalizar no crepúsculo, durante o período reprodutivo, entre agosto e setembro. Nidifica em ocos de árvores ou em ninhos de pica-pau de grande porte. Apenas a fêmea incuba os ovos, sendo alimentada por seu parceiro nesse período.

  Hábitos

Possui hábitos estritamente noturnos e ocasionalmente crepusculares. Durante o dia, dorme em meio à densa folhagem nas árvores e até mesmo em eucaliptais. Vive em áreas semi-abertas, matas de araucária e capoeiras entre 300 e 1700 m de altitude.

  Distribuição Geográfica


 Presente nos estados da região Sul do Brasil.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Periquitão-maracanã








Fonte: http://www.wikiaves.com/

O periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma), também conhecido por aratinga-de-bando, é uma ave da ordem Psittaciformes, família Psittacidae. Apresenta outros nomes populares como: araguaí e maritaca (São Paulo e Minas Gerais), araguari, aratinga, arauá-i, aruaí, guira-juba, maracanã, maracanã-malhada, maricatã (Minas Gerais). Seu nome significa: do (tupi-guarani) ará = sufixo utilizado para identificar ave, pássaro; e tinga = branco; e do (grego) leucophthalma, leucophthalmos, leucophtalmus = olho branco; leukos = branco e ophthalmos = olho; ⇒ pássaro com olho branco. Não é considerada como sendo ameaçada, embora o comércio internacional (tráfico) venha afetando suas populações.

  Características

Possui a cabeça com forma “oval”. Coloração geral verde com os lados da cabeça e pescoço com algumas penas vermelhas, apenas as coberteiras inferiores pequenas da asa são vermelhas, sendo as grandes inferiores amarelas, chamando muito a atenção em voo, região perioftálmica nua e branca, íris laranja, bico cor de chifre clara, pés acinzentados. Tamanho médio 32 centímetros. Nos jovens as penas vermelhas da cabeça e sob as asas são ausentes, sendo de cor verde. Quando em bando vocaliza de forma bem característica.

  Alimentação

O periquitão-maracanã se alimenta principalmente de frutos e sementes.

  Reprodução

Os casais nidificam isoladamente em ocos de pau, palmeiras de Buriti, paredões de pedra, e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantém-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos [psitacídeos], não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Quando nidificam em habitações, costumam roer fios e causar curto-circuitos.

  Hábitos

Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de buriti nas planícies, até 2500 metros. Não frequenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontra-se em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dormem coletivamente em variados lugares.

  Distribuição Geográfica

Ocorre em quase todo o Brasil, sendo encontrado desde em florestas até cidades. É uma ave adaptável a ambientes alterados pelo homem e em alguns locais pode ser considerada uma espécie sinantrópica. É encontrado à leste dos Andes, se estendendo até o litoral, e desde a Colômbia e Venezuela até o norte da Argentina e Uruguai, incluindo parte da Amazônia.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Coruja-listrada











Fonte: http://www.wikiaves.com/


A coruja-listrada é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecida como corujão.

  Características

 A coruja-listrada, espécie bastante rara e pouco estudada, é uma coruja de médio porte medindo cerca de 35 cm de comprimento pesando de 285 a 340 gramas. Seu nome comum se deve a plumagem listrada.

  Alimentação

 Alimenta-se principalmente de insetos, ratos, ratazanas, e pode predar lagartos e aves pequenas ocasionalmente.

  Reprodução

 Seu período de reprodução se inicia entre os meses de agosto e outubro, nidificando em troncos e ocos de árvores, recurso que não é muito freqüente e pelo qual as corujas competem com uma série de outros animais. Tem um período de incubação de 29 dias em média, com os filhotes já totalmente independentes com cerca de 4 meses.

  Hábitos

Apesar de ser considerada endêmica do bioma Mata Atlântica, essa espécie foi registrada no Campus da Universidade Estadual de Goiás, em Anápolis-Go, no cerrado ralo, o que indicaria uma área de ocorrência maior para essa espécie. Devido à destruição de seus habitats é considerada como quase ameaçada de extinção, devido a drástica redução dos remanescentes de mata atlântica, a coruja listrada sofreu uma retração acentuada em suas áreas de distribuição.

  Distribuição Geográfica

Ocorre do sudeste ao sul do Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul) e provavelmente no estado de Goiás, além do Paraguai e Norteste da Argentina.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Gibão-de-couro











Fonte: http://www.wikiaves.com/


Também conhecido como birro e joão-pires, o gibão-de-couro (Hirundinea ferruginea) é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Esta espécie apresenta uma estreita associação com escarpas e paredões rochosos. Pode também ser encontrada dentro de cidades, pousada nos parapeitos no alto de prédios, mourões de cerca e nas antenas de televisão.

  Características

Como seu próprio nome científico diz, em seu corpo predomina a cor ferrugem com tons variando para cinza escuro, as asas e a ponta da cauda são cinza escuras com detalhes em ferrugem, o peito é mais avermelhado que o dorso e a cabeça. Existe uma subespécie que ocorre no norte do país, no estado de Roraima. Esta subespécie, (ssp. ferruginea) tem plumagem diferente da subespécie que ocorre nas regiões mais ao sul do Brasil, principalmente no padrão de coloração das penas da cabeça. Esta subespécie está isolada pela floresta amazônica das demais populações que ocorrem mais ao sul do país.

  ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Alimentação

 Caça insetos no ar por meio de manobras rápidas e acrobáticas.

  Reprodução

Constrói o seu ninho em beiradas de janelas e em outros locais abrigados da chuva e do vento. O ninho é aberto em forma de tigela e inicialmente é forrado com pequenas pedras, depois gravetos e no final é forrado com fibras vegetais macias. Põe de 2 a 3 ovos brancos com manchas ferrugem.

  Hábitos

Podem ser vistos em pequenos grupos.

  Distribuição Geográfica

Todo o Brasil.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Corujinha-do-mato









Fonte: http://www.wikiaves.com/


A corujinha-do-mato é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecida como coruja-do-mato ou caboré-de-orelha (RN/PB) Nome científico: Megascops choliba⇒ Grande coruja Scops.

  Características

Seu chamado mais característico é um piar acelerado, ascendente, emitido com grande frequência no escurecer aproximadamente lá pelas 19:00 e 20:30, mas também é ouvida de madrugada como a 0:00 e 1:00. Imitado, costuma aproximar-se da fonte ou responde com mais intensidade. Menor do que a coruja-buraqueira, medindo cerca de 20 a 22 cm. Destacam-se em sua silhueta as duas “orelhas” nos lados da cabeça. Os olhos são amarelados destacados na face cinza clara, contornada por negro externamente. Peito cinza com rajados escuros e verticais sobre finas listras transversais. Dorso cinza amarronzado com bolas e rajas escuras. O juvenil sem as “orelhas” e os riscos escuros na plumagem Como em outras corujas, aparece uma variação natural de exemplares adultos com plumagem marrom avermelhada no lugar do cinza. Voa sem criar grandes turbulências, formadoras dos ruídos característicos do rufar de asas. Com isso, aproxima-se da presa em silêncio, tendo-a localizado antes pela visão ou através da audição apurada.

  Alimentação

Caça grandes insetos como gafanhotos e mariposas, principalmente próximo a postes de iluminação, onde estes se concentram. Menos frequentes em sua dieta, mas também importantes são pequenos vertebrados como camundongos e rãs.

  Reprodução

Essas corujas botam ovos de janeiro a julho, nidificam em ocos de árvores, buracos em cupinzeiros, pilares ocos de tijolos nas casas, em buracos no telhado de casas abandonadas, em buracos escavados por pica-paus ou em qualquer cavidade segura. Raramente os ninhos são feitos em formato de cesta em cima de árvores. Os machos normalmente cantam em agosto, iniciando o período de namoro, quando ambos os sexos são vocalmente ativos. O macho conquista a fêmea escolhendo o lugar ideal para o ninho e ajudando-a infinitamente na construção e na proteção do ninho, sem deixar outros pássaros passarem, alargando a cavidade, limpando sem deixar parasitas e quando a fêmea tiver que chocar os ovos traz comida para ela e para os filhotes quando já nascidos. Geralmente a fêmea bota cerca de 1-4 ovos brancos, com média de 34,3 x 29,3 milímetros, são colocados no fundo da cavidade, sem qualquer proteção. A incubação é feita exclusivamente pela fêmea. Faz de tudo para manter seu ninho a salvo e se alguém chega perto ela defende seu território dando rasantes por cima do inimigo e soltando guinchos amedrontadores.

  Hábitos

A corujinha-do-mato é estritamente noturna e fica quase sempre empoleirada em árvores. É uma das corujas mais comuns em cidades, parques urbanos e fazendas, e também habita capoeiras e beiras de matas secas ou úmidas, mas evita o interior de florestas densas. Seu canto lembra o de um sapo-cururu. Busca abrigo diurno em buracos de árvores, como aqueles feitos por pica-paus. É nesses buracos que também constrói seu ninho. Fica escondida durante o dia em ocos de árvores ou de cupinzeiros. Sai ao escurecer, podendo ser mais ouvida do que observada.

  Distribuição Geográfica



Está presente em todo o Brasil.