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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Saracura-do-banhado









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A saracura-do-banhado é uma ave gruiforme da família Rallidae. Nome Científico Seu nome científico significa: do (grego) pardos = leopardo; e de rallus = referente ao gênero Rallus (Linaeus, 1758); e do (latim) sanguinolentus, sanguis, sanguinis = sanguinolento, sanguíneo, sangue. ⇒ (Ave) sanguinolenta do gênero Rallus, manchada (como um) leopardo. A palavra sanguinolentus refere-se a mancha vermelha que esta espécie apresenta na parte anterior da mandíbula.

  Características

Mede 32 centímetros. Muito semelhante a saracura-sanã (Pardirallus nigricans), mas com a base da maxila superior azulada e a base da mandíbula vermelha. Tem as pernas castanho-avermelhadas ou marrons.

  Alimentação

Alimenta-se de insetos e outros invertebrados, mas também vegetais.

  Reprodução

Nidifica sobre o capim, taboas ou sobre a vegetação à beira d'água. Choca de 4 a 6 ovos cor de campo bege, com pintas e ocelos castanhos.

  Hábitos

Habita brejos e banhados extensos. Oculta-se de dia nos brejos e sai ao anoitecer para áreas abertas e campos de cultivo a fim de capturar minhocas, insetos e grãos. Canta tanto de dia como de noite, responde prontamente ao playback do canto.

  Distribuição Geográfica

São localmente migratórias, ocorrendo nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Ilhas Malvinas, Paraguai, Peru, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e Uruguai.

domingo, 2 de julho de 2017

Sanhaçu-pardo





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O sanhaçu-pardo é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

  Nome Científico

 Seu nome científico significa: do (grego) orkhëstikos = bom de dança, dançarino; e de abeillei = homenagem aos naturalistas e coletores de espécies franceses, M. Abeillé (fl. 1839) e sua esposa Félice. ⇒ Dançarino de Abeillé.

  Características

Mede entre 17 e 18 centímetros de comprimento e pesa cerca de 31,5 gramas (Sick, 1993). O sanhaçu-pardo tem coloração geral parda, apresentando coloração mais acinzentada na coroa, manto e uropígio. As asas e cauda são acastanhadas. A testa, lores, sobrancelha e face são de coloração canela (Ridgely e Tudor 2009, Hilty 2011). Na face, encontra-se uma fina e distinta faixa transocular escura que se estende desde o bico até a nuca. Seu peito e ventre é de coloração pardo-acanelada (Ridgely e Tudor 2009, Hilty 2011). A coroa, lores, e a listra transocular são castanho-acinzentados. As coberteiras das asas são olivaceas. A cauda é de comprimento médio. As íris são vermelhas (Sick, 1993). O bico robusto é curto, largo e escuro. Os tarsos e pés são cinzentos. (Hilty 2011). Os sexos são semelhantes. O imaturo da espécie é semelhante ao adulto apenas mais opaco na cor (Hilty 2011). ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

  Alimentação

O sanhaço-pardo come insetos e frutas no dossel da floresta.

  Reprodução

Os ovos são forma oval regular, sem brilho. A cor é rosa-branco com manchas pálidas castanhas ou castanho-avermelhado escuro junto com algumas manchas arroxeadas, principalmente na extremidade maior. Os ovos medem 8,3 x 6,5 mm e 8,1 x 6,3 mm. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Piolhinho-chiador





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  Características

 Mede 12 centímetros. Diferencia-se de outras espécies do gênero Phyllomyias pelo píleo oliváceo e asas com marcas quase inconspícuas, sem faixas e bandas discerníveis. Seu bico é curto e massivo.

  Alimentação

Alimenta-se de artrópodes.

  Reprodução

Constrói seu ninho em forma de taça, nas árvores.

  Hábitos

Vive em florestas úmidas em matas primárias e secundárias altas.

  Distribuição Geográfica

Restrito ao Sudeste e ao Sul. Realiza migrações altitudinais, aparecendo ao norte de sua distribuição no Rio de Janeiro durante o inverno e ao Sul, durante o verão.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Taperuçu-velho











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O taperuçu-velho, também conhecido como andorinhão-velho e andorinhão-de-cascata, é uma ave apodiforme da família Apodidae. Nome Científico Seu nome científico significa: do (latim) kupselos = andorinha; e oidës = semelhante, aquele que parece com; e do (latim) senex = velho, com cabelos brancos, ranzinza. ⇒ (Ave) semelhante a uma andorinha velha.

  Características

Comprimento total: 18 centímetros (Sick 1993, Chantler 2000). Comprimento da asa : média de 160,5 ± 2,5 milímetros comprimento da cauda: média 46,0 ± 1,5 milímetros comprimento do tarso: média de 20,47 ± 0,05 milímetros Massa: significa 99,8 g (faixa de 86,1-110 g, n = 33, sexos combinados, Argentina; Dunning 2007) significa 67,8 g (faixa de 56-80 g, n = 8, sexos combinados, Brasil; Dunning 2007)

  Hábitos

Vivem às centenas, próximo de quedas d’água, sobre as quais voam. Durante o dia caçam voando alto sobre as matas.

  Distribuição Geográfica

Ocorre em Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Goiás, Bahia, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Espécie facilmente vista próxima às famosas Cataratas do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu - Paraná, divisa com a Argentina. Também ocorre no Paraguai e Argentina.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Taperuçu-de-coleira-branca












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O taperuçu-de-coleira-branca é uma ave apodiforme da família Apodidae. Também conhecido como andorinhão e andorinhão-de-coleira. Nome

  Científico

 Seu nome científico significa: do (grego) streptos = colar; e Prokne = aquela que foi transformada em andorinha; e do (latim) zonaris, zona com origem no (grego) zönë = cinto, faixa, banda. ⇒ Andorinha com faixa no colar.

  Características

Mede cerca de 21 centímetros. Os taperuçus têm pés muito reduzidos que os impedem de pousar em fios de eletrificação ou galhos, como o fazem as andorinhas. Esta é a maior espécie da família e sua velocidade de voo pode alcançar 100 quilômetros por hora.

  Alimentação

 Alimenta-se basicamente de insetos, capturados em voo.

  Reprodução

O ninho, de fibras vegetais, musgos e pedrinhas aglutinadas com barro e saliva é fixado em paredões e escarpas de pedras ao redor de cascatas, grutas úmidas e escuras. O casal incuba e alimenta os filhotes.

  Hábitos

 Sempre sobrevoando florestas, campos e cidades. Quando o céu esta nublado ou está chovendo voltam para o esconderijo, saindo rapidamente um por um quando o sol aparece. Sobrevoa incêndios florestais ou em pastagens a procura de alimento.

  Distribuição Geográfica

Segundo Sick (1997) ocoorre em todo Brasil, faltando em regiões planas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Gavião-de-penacho









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Características

O gavião-de-penacho é uma ave de grande porte, medindo de 58 a 67 centímetros. Os machos podem pesar cerca de um quilo e as fêmeas, um quilo e meio. Em sua coroa possui um conjunto de penas que medem até 10 centímetros e formam um penacho preto. As laterais da cabeça, nuca e peito são castanho-avermelhadas, com a garganta, o ventre e os flancos brancos, com barras irregulares negras. O dorso e as asas são marrom-pardacentos, quase negros. Suas canelas são emplumadas e a cauda longa apresenta três barras cinza-pardacentas.

  Alimentação

 Alimenta-se de várias espécies de aves, como araras, papagaios, maitacas, tucanos, cracídeos, macucos, inhambus, urus e pombas. Depois das aves, são os mamíferos as presas mais freqüentes: gambás, serelepes, quatis e porcos-espinho. Répteis, como grandes lagartos, são capturados em menor número. Mas pode se adaptar ao ambiente e às presas que encontra. Existe um registro de um ninho em uma área de transição mata atlântica/cerrado em Minas Gerais onde a principal presa eram micos (Callithrix sp.), abundantes na região

  Reprodução

Realiza voos de acasalamento um ou dois meses antes do início da postura dos ovos, quando a fêmea permanece em poleiros nas proximidades do ninho, construído no topo de árvores com alturas que variam de 16 a 30 metros, normalmente em bifurcação primária ou secundária, é uma imensa plataforma de galhos secos que ultrapassam 1 metro de comprimento e largura.. No Brasil, a época reprodutiva se inicia em agosto com os trabalhos de retoque do ninho. A postura é de único ovo, sendo incubado durante 48 a 51 dias. A fêmea fica responsável pela incubação no ninho sendo alimentada pelo macho, como acontece com outras espécies do gênero e outras águias de grande porte. O filhote abandona o ninho com mais de 80 dias, mas permanece no sítio reprodutivo e dependendo dos pais por, cerca de 15 meses, fazendo com que haja um intervalo de pelo menos dois anos entre uma reprodução e outra.

  Hábitos

É um gavião encontrado em florestas com alto grau de conservação ou com pouca alteração causada pelo homem. Também pode ser encontrado em clareiras, próximo de rios ou da borda da floresta. Como o gavião-de-penacho é uma espécie que vive a maior parte do tempo dentro da floresta, é ali também que vai caçar. Geralmente utiliza poleiros altos.

  Distribuição Geográfica

 Todo o Brasil e também do México à Argentina.

domingo, 23 de outubro de 2016

Peito-pinhão











Características

Mede entre 13 e 14 centímetros de comprimento e pesa entre 11 e 12,8 gramas. Apresenta a cabeça e as partes superiores de coloração cinza. Os lores são cinza escuro. Apresenta mancha sub-ocular branca conspícua. A garganta é branca. O peito apresenta larga faixa castanha que se estende pelos flancos. O ventre é branco. Cauda longa de coloração cinza, região subcaudal de coloração clara. As bordas das penas primárias são de coloração branca. O bico é curto e apresenta leve curvatura. Tarsos e pés cinza azulado.

  Alimentação

 Foi observado alimentando-se do arroz-de-taquara (Merotachys sp.) junto ao quete(Poospiza laterallis). Consta que também procura insetos nos arbustos de matas nebulares ou em capoeiras adjacentes. Pousa frequentemente ao lado de Stephanophorus diadematus. Registro da espécie também se alimentando das frutinhas da Pixirica (Miconia sp.)

  Hábitos

 Espécie meridional endêmica das serras altas, frequentemente encontrada em taquarais, principalmente durante a frutificação do arroz-de-taquara seu principal alimento.

  Distribuição Geográfica

 Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.